A capacidade de detectar incidentes e respondê-los rapidamente é fundamental para proteger dados e sistemas contra ameaças. Dessa forma, o Threat Detection and Incident Response (TDIR), surge como uma abordagem estratégica que une diversas ferramentas de segurança para identificar, investigar e mitigar riscos em tempo real.

Quer saber mais sobre o assunto?

Neste artigo, vamos abordar sobre o seu conceito, como funciona e quais são as ferramentas relacionadas ao TDIR. Continue lendo!

Entenda o que é TDIR  

Threat Detection and Incident Response (TDIR), ou Detecção de ameaças e resposta a incidentes em português, é uma abordagem orientada a resultados que combina recursos tradicionalmente associados a produtos de SOC (Centro de Operações de Segurança), como SIEM, XDR, SOAR e UEBA (exploraremos esses termos mais adiante neste texto) em uma solução para melhorar os KPIs de detecção e resposta da empresa.

Essa metodologia pode ser dividida em três partes:

Detecção de ameaças 

Recurso que identifica as ameaças potenciais no ambiente de uma organização. Isso pode ser alcançado obtendo visibilidade na rede de uma empresa, correlacionando os log coletados. Assim, a identificação de processos suspeitos que acontecem na rede é facilitada.

Investigação 

Sabemos que, na prática, muitas vezes é impossível se atentar a todos os alertas de segurança que são gerados no ambiente de TI. Por isso, é importante validá-los reunindo contexto adicional, investigando e entendendo sua natureza. Isso ajuda a reduzir falsos positivos ou tomar as medidas necessárias em caso de um verdadeiro positivo.

Resposta a ameaças

O que fazer quando uma ameaça é confirmada como um incidente potencial? Nesses casos, é necessário responder imediatamente para erradicar o ataque.

Por isso, a causa raiz do incidente deve ser identificada e mitigada. Se algum dispositivo na rede já estiver afetado pela ameaça, ele deve ser isolado o mais rápido possível.

Como o TDIR funciona?  

Para essa abordagem funcionar, é preciso que alguns componentes funcionem juntos.

Em primeiro lugar, os dados de logs são coletados de todos os dispositivos em uma rede, como endpoints, roteadores, firewalls, servidores e aplicações. Esses dados são correlacionados para identificar padrões e links que podem apontar uma ameaça potencial.

Ameaças conhecidas podem ser identificadas através de detecção baseada em regras, e ameaças desconhecidas por meio de detecção baseada em anomalias.

Os thresholds de alerta podem ser ajustados dinamicamente usando machine learning e análise comportamental para levar em conta variações normais no comportamento do usuário, tráfego de rede e atividades do sistema. Quando esse threshold excede o valor definido, um alerta é acionado para avisar a equipe de segurança.

Então, mais dados são coletados para validar um alerta específico. É feita uma tentativa de entender melhor a situação examinando todos os logs relevantes e tráfego de rede.

Se todas as análises apontarem para um incidente de segurança ativo, um ataque é confirmado. Dessa forma, o problema é imediatamente resolvido, porque a causa raiz será encontrada e corrigida.

Quais são as ferramentas de TDIR?

As ferramentas que dão suporte ao TDIR estão evoluindo. Cada uma contém especialidades para protegerem a infraestrutura, apesar de que também têm seus detalhes e benefícios específicos. XDR, SIEM e SOAR são algumas das tecnologias mais comuns nesse cenário. Saiba mais sobre elas:

XDR (Extended Detection and Response) 

O XDR (Detecção e Resposta Estendidas) proporciona um plano de ação robusto para detecção e investigação de ameaças, utilizando a correlação de dados em diversas camadas de segurança.

Isso abrange informações coletadas de endpoints, cargas de trabalho na nuvem, redes, servidores e outros sistemas. Através de análises de segurança aprofundadas, ele agiliza os tempos de resposta e aprimora a investigação.

SIEM (Security Information and Event Management) 

O SIEM (Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança) apoia as principais estruturas do TDIR, com ênfase na detecção de ameaças e no gerenciamento de segurança.

Ele realiza a coleta e análise detalhada de informações de segurança para identificar ameaças potenciais antes que atinjam o sistema. Utilizando diversas fontes, essa tecnologia avançada detecta desvios dos padrões e toma as ações necessárias.

UEBA (User and Entity Behavior Analytics) 

O UEBA (Análise de comportamento de usuários e entidades) complementa e fortalece o TDIR ao adicionar uma camada de inteligência comportamental que aprimora a detecção, investigação e resposta a ameaças.

Ele foca na identificação de atividades anômalas e na análise comportamental, sendo um pilar importante para tornar o TDIR mais eficaz, principalmente no reconhecimento de ameaças complexas e novas que possam passar despercebidas por outras ferramentas tradicionais de segurança.

SOAR (Security Automation, Orchestration and Response) 

As ferramentas SOAR (Orquestração, Automação e Resposta de Segurança) integram capacidades de resposta a incidentes, orquestração, automação e inteligência de ameaças em um único conjunto de funcionalidades.

Com o tempo, as equipes modernas de SOC foram além das soluções SOAR tradicionais e agora preferem plataformas de automação de segurança com IA, adaptadas para seus casos de uso em SOAR e TDIR.

Essas plataformas de automação de segurança se tornaram uma ferramenta essencial no TDIR, acelerando significativamente o processo de mitigação por meio de uma abordagem flexível e escalável para automatizar a resposta a incidentes, adicionar contexto detalhado aos dados de incidentes e integrar todos os elementos do SOC.

Como o TDIR do Log360 se destaca? 

O Log360 é uma solução SIEM unificada que detecta, prioriza, investiga e responde a ameaças de segurança. Ele combina inteligência contra ameaças, detecção de anomalias baseadas em machine learning e técnicas para detectar ataques sofisticados, oferecendo um console de gerenciamento de incidentes para remediar com eficácia as ameaças detectadas.

Existe um mecanismo TDIR integrado do Log360: o Vigil IQ. Ele funciona junto com os outros módulos do SIEM envolvidos na detecção e resposta a ameaças, como o console de resposta a incidentes, mecanismo de correlação, UEBA e estrutura MITRE ATT&CK®.

Esta ferramenta avançada de detecção e resposta a ameaças abrange um recurso exclusivo no setor, chamado threshold adaptável, que usa machine learning (ML) para analisar a ocorrência usual de eventos com base em seus critérios de alerta e configura automaticamente um valor limite adequado para alertas. Depois de definir o valor, o modelo de ML continua se treinando com o tempo.

O UEBA e o recurso de limite adaptável formam um sistema de detecção de ameaças de duas camadas no Vigil IQ. Enquanto o UEBA identifica outliers usando análise comportamental e detecção de padrões, o threshold adaptável aponta eventos suspeitos usando detecção de anomalias baseada em contagem.

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Conclusão   

O TDIR é uma abordagem essencial para qualquer organização que queira proteger seus dados e infraestrutura contra ameaças cibernéticas.

Ao integrar ferramentas como XDR, SIEM, UEBA e SOAR, as empresas conseguem aprimorar seus processos de detecção e resposta a incidentes, tornando-se mais eficientes na identificação e mitigação de ataques.

Tecnologias avançadas, como o Log360, exemplificam como a integração de diferentes soluções pode otimizar ainda mais a segurança.